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quinta-feira, 5 de março de 2015

Um país com dois governos

A entrevista que Bashar al-Assad deu à RTP mostra como a Síria é um país dividido, mas pior do que isso, que não há solução diplomática e política para o conflito. A BBC já tinha realizado uma entrevista com o presidente da Síria a dizer exactamente a mesma coisa. Através das palavras do chefe de Estado percebe-se onde e porque nasceu o Estado Islâmico. De facto, os EUA não estão minimamente preocupados com o que se passa dentro do país, nem deveriam estar, porque o foco está no combate ao grupo terrorista. 

Os únicos que vão conseguir derrotar Assad serão os grupos que actuam dentro da Síria, ou seja, o Exército de Libertação da Síria que instituiu um país dentro da Síria. Talvez Bashar al-Assad tenha o mesmo fim que Kadaffi, embora o exército sírio esteja mais capacidade do que as forças protectores do antigo ditador líbio. É provável que a Síria se transforme em dois. Compreendo que a comunidade internacional não esteja preocupada com o que se passa no território. A situação que merece atenção é a catástrofe humanitária que se vive no país. Essa tem de ser encarada com importância pelas Nações Unidas, até porque a Europa pode vir a sofrer com o número de pessoas que atravessam o mediterrâneo todos os dias para fugir à guerra. 

A entrevista de ontem e a da BBC deu para perceber que a paz só chegará pela via do conflito armado.

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