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segunda-feira, 9 de março de 2015

UKIP

O partido liderado por Nigel Farage pretende fazer um corte radical com a União Europeia. Ou seja, se o UKIP conseguir chegar ao poder através de uma coligação ou ser necessário efectuar acordos parlamentares, tanto os trabalhistas como os conservadores, terão de fazer algumas cedências para governarem durante os quatro anos com estabilidade. 

Um dos assuntos em cima da mesa é a manutenção do Reino Unido na União Europeia. Este vai ser um problema muito grande porque o UKIP não quer apenas sair da União. Pretende abandonar a EFTA e o Tribunal Europeu de Direitos Humanos. No fundo, trata-se de ficar isolado e ser governado apenas pelas regras britânicas. Não penso que a população britânica queira um corte radical em relação a estes aspectos até porque o problema de David Cameron tem a ver com uma questão de mais direitos e influência para o Reino Unido nas decisões europeias. Papel que, neste momento, cabe à França e Alemanha. 

A política seguida pelo UKIP em relação à UE não lhe vai dar muitos votos porque as propostas são excessivas. Nem o próprio David Cameron vai na conversa de Nigel Farage. No entanto, os 15% do UKIP nas sondagens podem obrigar os britânicos a virar as costas à Europa. De vez.

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