terça-feira, 3 de março de 2015

Quem quer tramar Passos Coelho

A polémica em torno da falta de pagamento de Passos Coelho à segurança social é mais uma manobra de bastidores para atingir o Primeiro-ministro em vésperas de eleições. Tal como aconteceu várias vezes com José Sócrates, o actual chefe de governo também está a ser alvo de denúncias anónimas que chegam à comunicação social. No entanto, ao contrário do que sucedia com o ex-primeiro-ministro, os problemas envolvendo Passos Coelho são apenas de natureza fiscal. Ou seja, não declaração de rendimentos enquanto era trabalhador dependente e independente ao mesmo tempo. Após o caso Tecnoforma surge este caso. 

Não é por acaso que o objectivo para destruir a credibilidade política do líder social-democrata passa por encontrar telhados de vidro em matéria fiscal, ou não fosse ele o grande combatente da evasão fiscal como forma de manter as contas públicas em ordem. Passos Coelho vai dar os esclarecimentos no Parlamento, à semelhança do que aconteceu com o caso Tecnoforma que desapareceu no seguinte a ter aparecido. Considero mais grave os casos que tiveram o nome de Sócrates em pano de fundo porque eram questões de natureza criminal. De facto, o actual chefe de governo pode ter arranjado forma de não pagar. Isso não justifica o alarido que se tem feito. Talvez Passos Coelho não contasse que os seus "problemas" com a administração tributária viessem alguma vez a público. É pena que só venha o nome do primeiro-ministro nesta embrulhada que deve envolver ainda mais pessoas com responsabilidades. 

Na minha opinião, e apesar de considerar que Passos Coelho deveria ter cumprido as suas obrigações fiscais na altura, penso que o primeiro-ministro tem respondido à altura e é por isso que o assunto morre à nascença. Coisa que não acontecia com o prisioneiro José Sócrates. 

1 comentário:

Anónimo disse...

Como é que o facto do PM faltar à sua obrigação de pagar as contribuições obrigatórias à SS é uma manobra?

Só se for uma manobra do Coelho do Passado, para tramar o Coelho do Presente!

De 1995 a 1999, como deputado, recebeu da Tecnoforma "ajudas de custo", em 1999 saí do parlamento, pedindo o subsídio de reintegração, mas esquecendo a entrega das declarações de IRS.

De 1999 a 2004, trabalha para várias empresas auferindo somas superiores a 7.000 euros, entre as quais a Tecnoforma, período no qual Relvas adjudicou formações "fantasma" a essa empresa. Por fim, não declarou e não pagou à Segurança Social.

Há manobras? Sim, mas o manobreiro está à vista!

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