quarta-feira, 25 de março de 2015

Cameron com discurso vencedor

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, deixou no ar a possibilidade de abandonar o governo em 2020, na hipótese de vir a ganhar as próximas eleições legislativas no Reino Unido. Na entrevista que deu à BBC o chefe de governo também anunciou os seus prováveis sucessores. Entre eles estão Boris Johnson, Theresa May e George Osborne. 

A posição de Cameron não deixa de ser curiosa tendo em conta que ainda não venceu o acto eleitoral que se realiza no próximo dia 7 de Maio. Por isso mesmo é que os comentários mereceram críticas da oposição, mas também do parceiro de coligação. Se atendermos às sondagens, percebemos que os conservadores não estão em primeiro lugar e quando se encontram na liderança é só com um ponto de vantagem sobre os trabalhistas. Cameron estará a pensar num novo acto eleitoral que se realizará muito perto das legislativas? Se o resultado for um empate técnico...

A escolha dos sucessores também não foi feliz. Talvez tenha sido meio feliz porque George Osborne tem capacidades para ser líder do partido. No entanto, tanto o presidente da Câmara de Londres como a actual secretária de Estado do Interior são pessoas pouco recomendáveis, tanto política como pessoalmente. Penso que sem Cameron o Partido Conservador vai atravessar um vazio como está a acontecer com o Labour após a saída de Tony Blair. O pior que um líder pode fazer é indicar um ou mais sucessores. Deve ser o próprio partido a caminha sozinho sem um ombro amigo. 

Não tenho problemas em aceitar que David Cameron feche a porta a um terceiro mandato, ainda que isso tenha sido precipitado e não arrogante ou presunçoso como acusa a oposição e os Liberais-Democratas. Em relação à sucessão deveria ser um pouco mais democrático.

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