quarta-feira, 11 de março de 2015

Antes um prevaricador fiscal do que um político cobarde

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, deu as explicações sobre as suas dívidas à segurança social no Parlamento, tendo sido alvo de protestos por parte de cidadãos que se manifestaram nas galerias. Os vários manifestantes que foram ao parlamento falaram por muitos milhões de portugueses que se sentiram indignados com as notícias dos últimos dias. 

À semelhança do que aconteceu com o caso Tecnoforma, Passos respondeu perante a pergunta dos deputados, não tendo fugido a nenhuma. Tenho a certeza que nos próximos dias o caso vai morrer porque, goste-se ou não, a palavra do primeiro-ministro tem de ser tido em conta pelos mesmos que criticaram a atitude do chefe de governo. 

É importante destacar a atitude de Passos Coelho que não se refugiou noutros locais, como fazia Sócrates que preferia as televisões, e respondeu a todas as perguntas colocadas pelos deputados. Sem medo de dar a cara. Como está escrito, é preferível ser um prevaricador fiscal do que um político cobarde. Com a deslocação ao Parlamento, o primeiro-ministro, também sai por cima daqueles que queriam um pedido de desculpas aos portugueses. Ora, o que os comentadores da nossa praça pretendem é o rebaixamento. Um assumir de culpa para Passos Coelho sair por baixo. Mais do que explicar, alguns querem é ver o PM fragilizado perante esta situação. Só mais um caso político. 

O país deve muito a Passos Coelho pelo esforço enorme que deu tirar a troika do país. A coragem e a honestidade sempre foram as duas principais características do primeiro-ministro, tendo alguns defeitos normais. Como disse Pedro Pestana Bastos na conferência "Mudar a Bem", que se realizou no sábado passado no Fórum Lisboa, o país deve a Passos Coelho o facto do BES não ter tido ajuda do governo quando Ricardo Salgado pensava que iria ter mais um bónus proveniente da política. 

Não tenho dúvidas que as pessoas saberão recompensar o actual primeiro-ministro. Nota-se que existe algo a mudar que começou precisamente com a saída de troika. Algo diferente.  Passos Coelho não vira a cara à luta nem foge da verdade política. 

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