quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Nobre atitude

O antigo presidente AMI, Fernando Nobre, mostrou a sua disponibilidade para candidatar-se à Presidência da República. Numa entrevista ao i, o ex-candidato diz que só avança caso entenda que seja útil. 

Numa altura em que se fala mais de presidenciais do que legislativas não há nada melhor do que haver mais um figura que se coloca em bicos dos pés para Belém. No entanto, o verdadeiro objectivo de Nobre é ter o apoio do PSD e não avançar sozinho. Tenho a certeza que Passos Coelho vai pensar nele como uma solução depois da tentativa falhada em nomear Fernando Nobre para Presidente da Assembleia da República. Como se viu há quatro anos o caso foi de difícil resolução. 

O problema de Nobre é o mesmo de Santana Lopes. Ambos foram a eleições e perderam. No caso do antigo presidente do PSD isso sucedeu várias vezes. Os portugueses nunca votam numa personalidade que rejeitaram politicamente num momento anterior. Isto é a primeira regra da política. É verdade que o actual primeiro-ministro também só conseguiu ser líder do PSD à segunda tentativa, mas nesse caso estamos perante uma eleição partidária. Com Santana Lopes e Fernando Nobre a questão é diferente. Nem vale a pena concorrer a Belém porque não vencem em qualquer circunstância. Posto isto, só uma candidatura apartidária consegue fazer com que um deles ou os dois voltem à cena política nacional. 

O antigo candidato presidencial aparece porque não quer ser esquecido. Na política as pessoas aparecem e desaparecem num fechar de olhos.

Agora é a altura certa para este tipo de pessoas aparecerem com o objectivo de dizerem que estão vivas. Mais nada.

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