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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Fuga grega

A Grécia não vai ter condições extra para cumprir as suas obrigações com a Europa. Mesmo que haja mais tempo isso não significa a diminuição da austeridade. Ainda bem que assim é porque todos têm de ser responsáveis na zona euro. Se as imposições alemãs são justas ou não isso é discutível, mas só no quadro de todos os países do euro é que podem alterar as actuais exigências. Mudar as regras do jogo a meio não é certo para quem fez sacrifícios. Fala-se muito em solidariedade na Europa, embora nunca seja o argumento utilizado por quem tem de cumprir com aquilo que assinou. 

O novo governo liderado por Alexis Tsipras tem a primeira derrota política. Numa primeira fase o povo grego está com o governo, mas isso vai mudar rapidamente porque o executivo não vai ser capaz de explicar porque falhou. Ou seja, o Syriza cometeu um erro grave quando foi para a campanha prometer mudanças a vários níveis. É verdade que foi recompensado, mas há o reverso da medalha. Outra situação que não foi pensada diz respeito à coligação. Duvido que o partido com ideologia bem diferente do Syriza aguente esta situação por muito mais tempo. 

Isso são contas de outro rosário. O que importa realçar foi o falhanço das negociações entre a Grécia e a Europa. 

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