terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Conflito tecnológico entre a União Europeia e os Estados Unidos

A questão da falta de concorrência ao Google em espaço europeu motivou a intervenção do Presidente Obama. Neste momento, a União Europeia e os Estados Unidos estão em pé de guerra por causa do gigante norte-americano.

Os europeus defendem que existe monopólio do Google e falta de competição no mercado, embora não tenham nenhum motor de busca que faça concorrência à empresa norte-americana. Os EUA dizem que a Europa pretende criar um caso em torno da presença da marca e reclama a autoria da invenção da internet. Na opinião do presidente este facto justifica a quebra de regras por parte de empresas como o Facebook, Google, entre outras. No meio disto tudo temos a habitual forma de fazer política com ameaças e acções que prejudicam os consumidores, como foi o caso do encerramento do Google News em Espanha.  

O que a União Europeia pretende é o fim do monopólio e da superioridade do Google no espaço europeu porque isso retira espaço aos outros motores. No entanto, não há intenção dos governos europeus em investir na tecnologia através das melhores universidades e centros de investigação. A crise financeira canalizou o dinheiro disponível para outras necessidades. 

Neste conflito atlântico entre as duas instituições a razão está dos dois lados. Por um lado, os argumentos dos europeus são viáveis porque todos respeitam as regras e não deve haver excepções, além de que o comportamento do gigante norte-americano tem sido preocupante e pouco ético. Não se entende o encerramento da Google News no país vizinho. As razões de Washington também é acertada uma vez que Silicon Valley é o ponto de partida para o mundo inteiro ter acesso aos brinquedos tecnológicos. Mal ou bem este é um produto que os norte-americanos exportam para os restantes continentes. 

Na minha opinião cabe à UE tentar impedir o monopólio do Google através da criação de um concorrente directo. 

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