quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A ameaça do Syriza

A ameaça das políticas do Syriza para a Grécia e o resto da Europa é real e não se trata de uma mera aparência. De facto, se o partido liderado por Alexis Tsipras vencer as eleições e com maioria absoluta a União Europeia tem de estar em alerta. Quanto à Grécia não se pode dizer que tudo vai ficar na mesma, mas o problema tem a ver com o que pode acontecer no resto da Europa. A Grécia pode ser o primeiro país a fugir aos partidos tradicionais e votar em forças de protesto. Não tenho dúvidas que o próximo executivo grego irá cumprir as obrigações que assinou, embora o faça de maneira diferente sem se colocar de joelhos perante os poderosos alemães e franceses. Uma vitória de Tsipras também pode ser benéfica para as ambições de David Cameron em ter um papel fundamental na condução dos destinos da União. 

Não tenho dúvidas que o discurso anti-austeridade, contra a Alemanha de Merkel vai ser dominante nos restantes 27 Estados-Membros. Um pouco daquilo que acontece também em algumas forças da oposição dos países que foram intervencionados como foi o caso de Portugal. O Partido Socialista critica muito a postura do executivo português na forma como resolveu a crise, mas esquece-se da forma como José Sócrates se rebaixou perante a actual chanceler. 

O resultado eleitoral na Grécia pode definir uma mudança de atitude perante a crise e abrir algumas mentes mais conservadoras. Se isso acontecer haverá maior risco no seio da comunidade europeia. 

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