terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Uma questão de luta pelo poder

A razão pelo qual o país hoje parou para ouvir o depoimento de Ricardo Salgado na Comissão de Inquérito Parlamentar tem a ver com questões jurídicas e não políticas. Apesar de alegadas interferências ou tráfico de influências todos queriam saber se Salgado ia ou não confessar o que vem na imprensa e pelos quais está acusado.

No entanto, a crucificação popular de um dos homens mais influentes deste país é mais importante do que qualquer notificação judicial. Após a detenção de José Sócrates, está tudo à espera que o caso BES se torne mais uma novela para alimentar os meios de comunicação social e uma guerrilha entre membros da mesma família. 

O comentário de casos judiciais é sempre delicado porque muitas vezes fala-se sem saber qual a natureza de eventuais irregularidades. A verdade é que, mesmo sem conhecer um processo que está em segredo de justiça, tudo serve para apimentar ainda mais a opinião pública. 

Embora o Novo Banco (ex-BES) esteja em vias de ser vendido e Ricardo Salgado estar em liberdade (ao contrário de Sócrates), há sempre mais qualquer coisinha. Hoje ficámos a saber que a queda de um dos maiores impérios se deveu a lutas pelo poder. No entanto, não é isso que se passa na maior parte das empresas portuguesas?

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