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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Quebra na coligação britânica

A poucos meses das eleições legislativas no Reino Unido os dois partidos da coligação voltaram as costas. Tal como aconteceu em Portugal há um ano, conservadores e liberais-democratas decidiram fazer birra. O que está em causa são as linhas gerais da economia para o próximo ano. Os deputados dos liberais-democratas acusam Nick Clegg de deixar Cameron fazer muitos cortes, embora o líder do partido liberal tenha tomado posições em sentido contrário. 

Com o aproximar do acto eleitoral os partidos no Reino Unido começam as suas jogadas políticas. Há semelhança do que acontece com o CDS, os Liberais-Democratas podem ser decisivos na formação de um governo conservador ou trabalhista. No entanto, o partido liderado por Nick Clegg tem poucas possibilidades de obter um resultado que lhe permita pensar em ser o centro das atenções. Nesse papel está o UKIP de Nigel Farage. 

Os Liberais-Democratas são uma força que se estreou neste governo liderado por David Cameron. O presidente do partido, Nick Clegg, tem muito mérito, mas não conseguiu agarrar os seus votantes nestes últimos anos. Apesar de tudo, manteve dois aspectos essenciais no partido: a ideologia e a força interior. O caso dos Liberais-Democratas é interessante porque mantiveram o seu europeísmo e a suas propostas económicas. 

A questão em cima da mesa é o facto de ser impossível juntar conservadores e liberais na mesma mesa. Só mesmo a política britânica para conseguir enorme feito ideológico. 

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