segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O outro detido

O antigo presidente do Banco Espírito Santo vai amanhã falar na Comissão parlamentar de inquérito na Assembleia da República. O país, sobretudo a imprensa, irá estar atento ao que o "dono disto tudo" terá para dizer sobre as razões que levaram à queda de um dos maiores impérios construídos em Portugal. 

O facto de Salgado ter de responder perante os deputados já uma conquista da democracia que não deixa os privados usarem e abusarem do poder que lhes é conferido. Nesta questão a política ultrapassou a justiça, embora seja da responsabilidade do Banco de Portugal averiguar eventuais irregularidades e depois comunicar às autoridades competentes. 

O caso BES é interessante sob o prisma da opinião pública saber até que ponto os privados têm mão sobre os políticos e como funciona o conflito de interesses entre negócios e os interesses públicos. É escandaloso como um país consegue estar fechado na teia de três ou quatro pessoas. Deve ser pelo seu tamanho....

Ainda bem que o governo está a conseguir arranjar interessados para os vários negócios que faziam parte do Grupo Espírito Santo. Por vezes a gestão danosa ou a criação de empresas para fugir aos impostos pode ser uma oportunidade para se iniciar uma nova etapa. É de realçar a forma rápida e eficiente como o executivo português encontrou uma solução para encontrar salvação em empresas que podiam ter o seu nome manchado devido aos problemas referido atrás. 

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