quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Mário Soares é a vergonha do regime

Todos os regimes têm as suas figuras históricas devido à importância que tiveram na implementação das políticas que tornam o regime sustentável. 

O ex-Presidente da República e também antigo primeiro-ministro foi um homem que lutou contra a ditadura marcelista e mais tarde evitou o nascimento de um regime comunista em Portugal. Os dois acontecimentos históricos colocam Mário Soares no topo das figuras da democracia portuguesa. No entanto, isso não é razão para dizer o que lhe apetecer nem para ter uma fundação que não serve para nada, mas que tem custos para os contribuintes. 

Ao longo da sua vida política, Mário Soares foi um chefe de governo razoável e um chefe de Estado desprezível. Nasci na altura em que Soares ocupou estes dois cargos, mas a história diz-me que o país não sofreu grandes alterações nos seus mandatos. Podemos estar gratos a Soares por nos ter conduzido até ao espaço europeu. 

O homem que acaba de lixar António Costa ao ter comentado a detenção de José Sócrates, foi o mesmo que há uns anos era contra o ex-primeiro-ministro. Aquele que mostrou indignação e choque perante o caso Sócrates é a mesma pessoa que ataca juízes, jornalistas e todos os que lhe aparecem à frente. 

Ora, este homem não tem sentido de Estado, não respeita as indicações do secretário-geral do seu próprio partido nem respeita o homem do momento, isto é, José Sócrates. 

O regime dispensa homens e políticos como Mário Soares, não obstante as importâncias históricas. No entanto, uma sociedade não vive do que aconteceu no passado nem daqueles que foram responsáveis pela sua construção. Nisto tudo o pior foi Soares ter esquecido um princípio basilar que é a separação de poderes. Não foi por isso que andou a fundar partidos políticos fora do país?

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