segunda-feira, 17 de novembro de 2014

De isolamento em isolamento

Barack Obama garantiu na cimeira do G20 que o isolamento internacional da Rússia vai continuar. Vladimir Putin respondeu a esta ameaça com uma saída precoce da reunião que decorreu em Brisbane, Austrália.

De facto, a América e a Europa continuam a isolar a Rússia. Considero este gesto um erro porque Moscovo não vai nunca ceder às pressões de um grupo isolado. A melhor maneira de abordar a questão ucraniana é sentar à mesa Kiev, Moscovo e Washington, sendo certo que isso é difícil de acontecer. O problema de Barack Obama é que tem de ter alguma vitória na política externa para sair por cima no final do mandato. 

Entendo a atitude da Rússia como uma forma de protesto por se sentir excluída. É verdade que tem dominado alguns grupos terroristas que actuam no leste ucraniano, mas isso nunca deve ser motivo para deixar de falar com uma potência que pode também influenciar outros países ao seu lado. O erro por parte dos EUA é pelo facto de querer um grupinho dos amigos da democracia. Ora, Putin pode fazer o mesmo e isso não é bom para estabilidade da paz no mundo. Não vamos ter nenhuma do tipo clássico, mas a realidade mostra-nos que existe tensão na ordem mundial. 

Quem são os responsáveis? Podemos acusar os EUA de ostracizar a Rússia ou Moscovo de exercer autoridade sobre o leste ucraniano. Não acredito no envolvimento 100% da Rússia na situação do leste ucraniano, pelo que Obama deveria ser mais aberto ao diálogo.

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