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terça-feira, 11 de novembro de 2014

David Cameron contra a Europa

O primeiro-ministro britânico decidiu fazer um ataque cerrado à Europa já que aproximam-se eleições legislativas no Reino Unido e uma vitória dos Conservadores pode ditar a realização do referendo sobre a manutenção da ilha na União Europeia. Por outro lado, percebe-se que o chefe de governo tem a típica atitude britânica de querer ser diferente. Não de mandar em tudo porque isso é mais uma característica mais alemã e francesa. 

Cameron joga o seu futuro político na próxima eleição geral e o seu discurso anti-europa não é difícil de perceber tendo em vista as recentes "escapadinhas" de deputados conservadores para o UKIP. Neste momento, a maior ameaça do projecto idealizado pelo primeiro-ministro é a subida do partido liderado por Nigel Farage nas sondagens. Isso pode fazer com que o velho sistema bi-partidário britânico seja colocado em causa e a Câmara dos Comuns fique uma verdadeira salganhada onde as tradições poderão nem ser respeitadas. 

O problema é que o chefe de governo britânico não pode estar a ameaçar bater com a porta e não tentar arranjar soluções para a melhoria do espaço europeu. Ninguém tem dúvidas que o Reino Unido precisa da Europa e vice-versa, mas nestas condições o melhor é haver uma separação temporária. Isso significa que a população britânica tem de escolher o chefe de governo que melhor representa os seus interesses dentro e fora do país e, no futuro, decidir se quer continuar a partilhar regras com mais 27 Estados. 

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