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domingo, 12 de outubro de 2014

De baixo para o Palácio do Planalto

À hora que escrevo a socialista Marina Silva confirmou o apoio a Aécio Neves. O candidato social-democrata conta com mais poder para enfrentar as últimas duas semanas de campanha eleitoral. No final desta semana surgiram sondagens em que davam Aécio Neves à frente de Dilma Rousseff, apesar de esta ter ganho a primeira volta com bastante margem sobre o segundo classificado. No entanto, em poucos dias tudo mudou. 

A razão desta mudança pode surpreender muitos analistas internacionais, mas os brasileiros já esperavam que Aécio conquistasse popularidade porque desde o final do Mundial que o candidato tem vindo a ganhar pontos. Neste momento a escolha é entre a continuidade e a mudança, sendo que o único rosto da alternativa é Aécio Neves. 

Na campanha da primeira volta muito se falou da influência de Marina Silva, mas não. Como se viu seria sempre o social-democrata a esperança dos brasileiros descontentes com a governação Dilma. 

Neste momento a actual presidente tem a seu favor as políticas sociais que implementou bem como o crescimento económico alcançado pelo Brasil nos últimos. O problema é que as questões de corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores e a Petrobras voltaram a ser notícia no final desta semana. Isso pode ser uma vantagem para Aécio que tem estado muito bem nos debates e passa uma mensagem positiva para a opinião pública. E agora conta com o apoio formal de Marina Silva. 

Nas próximas duas semanas as sondagens vão dar quase um empate técnico pelo que será difícil fazer um prognóstico quanto ao vencedor de dia 26. No entanto, a gradual subida de Aécio Neves mostra que em política é possível começar de baixo e acabar por cima. Até nas sondagens. 

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