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domingo, 28 de setembro de 2014

Olhar a Semana - As explicações

A semana que termina agora ficou marcado pelo caso Tecnoforma e envolveu uma eventual fuga ao fisco por parte do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Não concordo com a análise política que o Miguel Pedro Araújo faz neste post.

Em primeiro lugar o primeiro-ministro só podia dar explicações no parlamento e não numa conferência de imprensa ou declaração vulgar que podia ser mal interpretada. Os primeiros esclarecimentos foram, e bem, dados aos deputados que puderam fazer as perguntas que bem entenderem. Neste aspecto, António José Seguro meteu os pés pelas mãos mais uma vez (terá sido a última?) e o BE não quer perceber as respostas ou é mesmo falta de inteligência política. Por acaso, o PCP foi o único partido que se safou na sessão parlamentar de sexta-feira. 

Em segundo lugar as dúvidas do PM só poderiam ser esclarecidas depois do parecer emitido pela procuradoria-geral da república. Pois só assim conseguia ter informação suficiente para se defender. 

As declarações de Passos Coelho a dizer que não se lembrava de ter recebido o que seja ou de não saber se estaria ou não em exclusividade no parlamento quando era deputado foram infelizes. De facto, até podia ter tido um lapso de memória, mas antes de dizer o quer que seja deveria ter-se informado em primeiro lugar. É para isso que servem os assessores. Na minha opinião este é o único erro político que Passos Coelho cometeu neste caso que só foi mediático durante uma semana. 

O PM fez em bem não dizer que se tratava de uma cabala política, mas eu digo que esta foi a primeira vingança política que Passos Coelho sofreu na pele enquanto chefe do governo. 

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