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domingo, 7 de setembro de 2014

Olhar a Semana - Uma nova forma de intervenção dos EUA no mundo

Ao longo da minha actividade como jornalista especialista em assuntos internacionais tenho vindo a perceber que a influência dos Estados Unidos da América nas grandes questões ainda é grande. Pode estar um bocado diminuída pelo falhanço em alguns conflitos, mas continua a ser uma super potência.

A cimeira da NATO que decorreu esta semana em Cardiff foi um bom exemplo disso mesmo. Quem foi o porta-voz da reunião, embora o anfitrião tenha sido David Cameron? Foi o presidente Barack Obama. Não foi por acaso que depois da cimeira ficou definido uma intervenção da NATO na Ucrânia e uma coligação dos aliados no Iraque tendo em vista a eliminação do Estado Islâmico. Tanto num caso, como no outro os EUA estão a liderar as operações militares e as negociações diplomáticas. Aliás, é por vontade norte-americana que a Rússia deixou de fazer parte do G-8 e está a ser excluída das grandes decisões mundiais. 

Na minha opinião Barack Obama é diferente de George W.Bush porque utiliza mais a diplomacia em vez das armas, mas não só. O actual presidente é muito mais convincente daquilo que é melhor para os EUA do que antecessor. A política tem sido a forma utilizada por Obama para chegar ao seu objectivo, nunca deixando de impor a sua vontade. Veja-se o caso do Iraque e da Ucrânia em que os EUA estão a conquistar os seus objectivos em termos políticos. E isso é resultado da boa política delineada pelo chefe de Estado norte-americano. 

Considero Obama um estratega político que usa muito bem os media para passar uma mensagem da sua força, mas também do poder dos EUA. A utilização da política como meio de persuasão e demonstração de força também está ligada ao facto das autoridades norte-americanas pretenderem reduzir a presença militar um pouco por todo o mundo. Em meu entendimento a actual opção norte-americana no que diz respeito à política externa tem sido a mais correcta. 

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