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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O regresso do "Engenheiro" ao futebol nacional

O Francisco Castelo Branco acertou na mouche quando vaticinou, não sei se por convicção ou apenas pela constatação da realidade, que Fernando Santos seria o novo seleccionador nacional, após a saída de Paulo Bento.
Para além de outros nomes como Paulo Fonseca, André Villas Boas, o próprio Humberto Coelho, ou o Manuel José (entre outros) confesso que não tinha qualquer preferência por Fernando Santos ou por outro qualquer. Acho que o futebol nacional atravessa uma grave crise de identidade ao nível dos clubes, dos atletas nacionais, dos agentes desportivo e dos próprios treinadores. Aliás, algo transversal a outras modalidades como, a título de exemplo, o Basquetebol (infelizmente).
No entanto, o anúncio de Fernando Santos como o novo seleccionador nacional (um dos poucos que passou pelo comando técnico dos chamados três grandes) merece-me, apesar de tudo, a seguinte reflexão.
Não consigo, nesta data, tecer qualquer tipo de previsão quanto ao que poderá ser ou não o desempenho do novo seleccionador nacional. Reconheço-lhe competências, curriculum, experiência, embora não seja propriamente muito fã do seu futebol.
Mas há duas questões, neste processo forçado de renovação do seleccionador, que me inquietam.
Primeiro, pelas palavras do Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, o objectivo França 2015 (Europeu) mantém-se como prioridade. Assim sendo, como se justifica a escolha de um treinador que terá de cumprir oito jogos de castigo até poder orientar, do banco, a equipa? Será que tal realidade não terá impacto no atingir do objectivo traçado?
Segundo, o que muda na estrutura, na actuação, na blindagem de "pressões e influências externas" na FPF? Será que só o Paulo Bento e o ex-médico Federativo tiveram responsabilidades no Brasil e no jogo contra a Albânia? Mudar o seleccionador será suficiente?
A ver vamos...
Fernando Santos é o novo selecionador

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