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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O futuro da Ilha


Na próxima quinta-feira os escoceses vão votar a independência da região em relação à restante Grã-Bretanha. Caso o Sim ganhe, o Reino Unido passará a chamar-se Reino Unido da Inglaterra, Irlanda e País de Gales. É óbvio que este é um nome fictício, mas assenta que nem uma luva naquilo que poderá ser o futuro da ilha. 

Todo e qualquer nacionalismo é bem-vindo desde que não utilize a violência como justificação das suas reivindicações. Felizmente que o sucedido no País Basco não está a acontecer, nem na Escócia ou na Catalunha. 

A votação que se realizará no dia 18 é importante, não vai mudar a história, independentemente do resultado. Os escoceses não se sentem como parte integrante do Reino Unido como este que estar fora da União Europeia. O sentimento é mais político e económico do que propriamente social. Não existe nem nunca existirá um nacionalismo escocês como acontece na Catalunha. O que estes britânicos do Norte querem é uma bandeira, um parlamento e um hino com mais autonomia e significado. No fundo, querem sentir que aquilo é só deles. 

Por estes motivos acho que no referendo de quinta-feira vai ganhar o Não porque não há necessidade de mudar tudo só para agradar a alguns sectores da vida política e pública escocesa. Na sexta tudo estará igual e o Reino Unido vai seguir o seu rumo normal. 

Uma última palavra para o bom comportamento de David Cameron e dos restantes principais líderes partidários do Reino Unido. Numa altura em que era preciso união, juntaram-se e deram a cara em nome do Reino Unido. Uma lição para alguns políticos em Portugal que continuam mais preocupados com o seu ego do que propriamente com as políticas nacionais. 
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