quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Ideias Políticas: Razões para o desaparecimento precoce de alguns manifestos

O ex-bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto lançou a ideia de criar um novo partido. Na esfera partidária têm surgido notícias da criação de mais partidos bem como de manifestos que mais parecem ideias para serem aplicados em forças partidárias. 

Como já escrevi, acho importante que apareçam novos partidos como alternativa aos tradicionais até porque já há uma certa saturação nas actuais escolhas. Em toda a Europa a existência de muitos partidos é normal e isso não significa que sejam sociedades populistas. Há muitos projectos que podem vencer porque são credíveis, ambiciosos e têm uma linha política bem definida. Certas vezes os eleitores não sabem bem onde votar porque não há uma ideologia adoptada. Muitos votam PS e PSD pelo facto destes partidos se colocarem ao centro. 

Ao contrário do que se possa pensar, as pessoas querem que os partidos apresentem propostas concretas naquilo que são as suas convicções. 

Há dois aspectos que são responsáveis pela pouca expressão partidária no nosso sistema. O primeiro tem a ver com o facto dos movimentos ou pequenos partidos que surgem juntarem na mesma cadeira pessoas de todos os quadrantes da sociedade e vida política. Ora, se o que se pretende é definir um caminho não podemos estar todos no mesmo barco. O combate político faz-se da diferenciação de ideias e de alternativa. É curioso verificar que as mais recentes ideias que foram colocadas em vários manifestos agregavam pessoas de várias forças partidárias. O segundo aspecto tem a ver com os objectivos e a falta de divulgação nos meios de comunicação social. Acontece que a ideia morre quando estes projectos não têm a cobertura dos media desde o início. Ou seja, a ideia é para ver se a comunicação social pega na ideia e depois a divulga, estando o protagonismo mediático à frente das ideias. Convêm dizer que na maior parte dos casos não há ideias. 

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