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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Em pleno sec. XXI mas na Idade da Pedra

Tal como o Francisco referiu (e bem) neste post há muito mais que noticiar para além das cheias, caos de trânsito ou as primárias no PS.
Há um país que teima em retroceder e em regressar ao paleolítico.
A guerra traz-nos imagens e realidades cruéis. Facto.
A fome traz-nos imagens e realidades que abominamos e dificilmente compreendemos face aos recursos que existem no mundo e nos países. Facto.
A morte, por mais natural que seja, afigura-se-nos sempre “estúpida”. Facto.
Portugal tem todas as potencialidades para ser um país exportador de serviços de inovação e tecnologia. Facto.
O 25 de Abril de 74 trouxe-nos liberdade, democracia, mais educação, mais saúde, mais emprego (mesmo que a taxa de desemprego esteja a níveis insuportáveis), mais igualdade, mais justiça. Não vale a pena esconder o que era a realidade antes e pós 1974. Facto.
Não consigo entender que em 2014, com tudo o que nos rodeia e nos é proporcionado, cultural e socialmente vivamos, em Portugal, ainda em plena Idade da Pedra.
Factos:
Em seis meses (1º semestre de 2014) 24 mulheres foram mortas e 27 vítimas de tentativa de homicídio (apesar da violência doméstica não ter como vítima exclusiva a mulher).
Tudo isto a juntar a outros dados resultantes de estudos referentes a 2012 e que não vislumbram redução significativa ou, preferencialmente, a sua extinção.
Tudo isto é estúpido, inaceitável, cruel, abominável… e não são apenas os tempos de crise, de desemprego, de problemas financeiros domésticos e pessoais, que sustentam os actos em si.
Há questões nacionais mais prementes que as primárias no PS ou o regresso do mais degradante lixo televisivo que é a Casa dos Segredos. Há questões nacionais que mereceriam um "olhar mais a direito" da comunicação social.

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