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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Dona Paula de la Mancha

Considero que Paula Teixeira da Cruz tem feito um bom trabalho à frente do Ministério da Justiça. Apesar do novo mapa judiciário ainda estar em fase de contentores, acho que é essencial para o país ter menos tribunais e que haja uma maior concentração de meios, bem como dos várias áreas. No entanto, a governante peca pelo seu estilo "Don Quixoteano". 

Na entrevista concedida ontem à RTP, permitem-me que a trate por Paula, disse que o caso BES irá a tribunal. Ora, ou a ministra já tem informações ou então está a efectuar uma sugestão. Tanto num primeiro como no segundo caso, as declarações são inaceitáveis. Se a governante sabe que há indícios criminais antes dos agentes judiciais terem actuado é um mau princípio, porque os primeiros a saber devem ser aqueles que podem cair nas mãos da justiça. Ou seja, a notificação deve ser conhecida em primeira mão pelo destinatário. Com isto, Teixeira da Cruz ou Paula, coloca em alerta todos aqueles que supostamente cometeram indícios criminais na gestão do BES. Caso esteja a fazer pressão política sobre os órgãos judiciais, também não se pode aceitar esta situação uma vez que é próprio de um Estado de Direito a separação entre os poderes políticos e os judiciais. 

Não é a primeira que esta mulher tem uma atitude à D.Quixote de la Mancha, como se fosse uma justiceira que pede a condenação dos mais fortes. O problema é que os visados acabam sempre por se safar. Acho que Paula Teixeira da Cruz não está a fazer pressões, sendo certo que a primeira característica é a que lhe fica melhor. No entanto, uma ministra com esta pasta não pode ter este tipo de declarações públicas. 

Na minha opinião, Dona Paula de la Mancha ficaria muito melhor se continuasse a resolver os problemas concretos da justiça, como é o facto de algumas audiências estarem a decorrer em contentores. Não aqueles que pertencem aos Xutos e Pontapés.

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