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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Tiros e bombas nas costas um do outro

Embora não concorde com a forma como António José Seguro iniciou esta disputa eleitoral, devo dizer que estou com ele quando acusa António Costa de "falta de solidariedade", até porque havia um acordo que era necessário respeitar. Por várias vezes disse que Costa deveria ter ido a jogo o ano passado e isso só não aconteceu porque o ainda presidente da Câmara Municipal de Lisboa teve medo de perder.

Tendo em conta que as circunstâncias são outras, o autarca da capital coloca todas as fichas porque esta é altura certa para o PS derrotar o Governo porque conseguiu vencer as duas últimas eleições em Portugal. As autárquicas e as Europeias. No entanto, com Seguro não é possível obter uma maioria absoluta. 

Pelos vistos havia um acordo de não agressão entre os dois candidatos às primárias que se realizarão no próximo dia 28 de Setembro. Costa não o respeitou e agora Seguro vai ter este dia sim, dia sim, até ao último dia de campanha. O presidente sempre foi assim: calculista, muito metódico e sabendo dar os passos certos na hora correcta. Contudo, Seguro é ainda mais inteligente e tacticista do que Costa e propôs um método de eleição para qual os "costistas" não estavam preparados.

Não sei o que vai acontecer nas primárias, mas acho que nem um nem o outro vão sair deste cenário bem vistos. Dentro e fora do partido. E por causa deste trambolhão político eu acho que ainda vamos ver Sócrates de volta à liderança do PS.

O problema do PS está no líder socialista? Também, mas não só. Os portugueses já entenderam que a linha do governo, mas ainda não perceberam qual é o rumo da oposição. O pior para os socialistas é que o ciclo está mesmo a inverter-se e até o tribunal constitucional já vem dar razão ao governo. De pequena vitória até à grande vitória final. 


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