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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Os "grandes" manifestantes

Nos próximos dias vai ser apresentado mais um manifesto que se denomina "manifesto dos 30". Entre os subscritores estão Campos e Cunha, Luís Filipe Pereira, Ribeiro e Castro, entre outros. Não é pelo facto de se apresentar muitos manifestos que a democracia em Portugal avança. O que este grupo defende é a possibilidade de haver candidaturas independentes à Assembleia da República. A ideia não me parece plausível porque isso iria desvirtuar o sistema, tornando-o acessível a populistas e demagogos. O que seria se o parlamento estivesse cheio de Marinhos Pintos ou Fernandos Nobres. Dar aos políticos a política e nada mais do que isso. 

Já escrevi várias vezes que não será com a introdução de independentes na AR que o sistema melhora, mas com a chegada de novos valores. Esta alteração passa por uma re-organização dos partidos que não está a ser feita por causa dos interesses que lhes estão adjacentes. Não seria uma má ideia os subscritores deste manifesto formarem um partido, porque, na minha opinião, é isso que precisamos. Se nas outras democracias vive-se bem com o pluri-partidarismo, porque razão em Portugal continuamos fechados em torno do PSD e PS?

No meu entendimento os mais recentes manifestos que foram conhecidos, mais parecem uma lista de exigências que normalmente são realizadas por manifestantes. Essa é a verdade nua e crua. As figuras que estão por detrás destes textos são pessoas que procuram um lugar na política, e por se encontrarem afastados, organizam este tipo de manifestações menos barulhentas. 

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