sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Moscovo respondeu com eficácia e rapidez

A União Europeia e os Estados Unidos têm tido uma atitude de soberba arrogância em relação à Rússia por causa do conflito na Ucrânia. As duas potências ocidentais decidiram culpar Moscovo e impor sanções económicas aos seus dirigentes bem como a empresas russas que operam no seio da Europa. 
Como forma de vingança, os russos decidiram não importar produtos europeus e pensam em proibir a utilização do espaço aéreo russo das companhias europeias que viajam para a Ásia. Como não podia deixar de ser Moscovo devolveu as sanções definidas pela UE e EUA. Penso que os líderes europeus desvalorizaram o poder que a Rússia tem sobre a grande parte dos países europeus, em particular no que diz respeito ao gás. A economia da Europa, mais do que a dos Estados Unidos, vai sentir estas decisões e, numa altura pós-crise, era importante a UE ter uma visão mais inteligente. Ao atacar Moscovo numa primeira linha, o bloco ocidental, não pode vir agora pedir desculpa nem retirar as sanções porque isso significaria colocar de joelhos, mas pelo facto da Ucrânia ser neste momento um aliado importante de Bruxelas e Washington. 

Na minha opinião a Rússia não podia ficar indiferente perante as sanções económicas impostas pela UE/EUA. O problema é que grande parte dos países europeus não se revê nesta política pró-ucraniana e anti-Moscovo que Bruxelas tem adoptado, muito por culpa da pressão alemã. Que os Estados Unidos estejam contra Moscovo ainda se aceita, mas a Europa tem muito mais a perder com um ataque económico a Vladimir Putin, isto porque a questão ucraniana é mais de natureza local do que continental ou mesmo mundial. Talvez ninguém concorde com o que a Rússia está a fazer, ou os separatistas russos supostamente apoiados por Moscovo, mas também é verdade que o que se está a passar foi originado por um grupo de extremistas ucranianos que já nem sequer estão no poder porque não souberam tomar de uma situação causada por eles próprios. 

Se os países europeus começarem a perder dinheiro por causa da má política externa europeia, terão de reagir e procurar uma solução de acordo com Moscovo. Pelo menos a UE, porque em relação aos EUA já sabemos que colocar as culpas em cima de Vladimir Putin é a política a ser seguida neste momento.

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