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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Lançamento para as legislativas

Quem acompanha os discursos de Passos Coelho nota que o arranque da temporada política em vésperas de eleições foi bastante diferente do habitual porque o estado de espírito do primeiro-ministro é de esperança, crença, mas também de satisfação por ter ultrapassado os últimos três anos contra tudo e todos. É fácil perceber porque razão Passos Coelho está contente e confiante. Ao longo dos últimos tempos decretou-se a morte do PM, deste governo, da maioria e até da possibilidade de um novo resgate. Ora, nada disso aconteceu e hoje o desemprego está a baixar e a economia a crescer. 

Daqui para a frente as posições vão estar invertidas uma vez que caberá ao PSD atacar o PS sem que este possa defender-se nem ter números para contra-atacar o executivo. Acho estranho que na actual campanha para as primárias no PS não tenha havido nenhuma proposta ao governo para haver um consenso. Passos Coelho jogou forte e pediu aos socialistas para se sentarem à mesa com o governo para uma reforma da segurança social. Como vão os actuais candidatos a primeiro-ministro do PS responder a este pedido?

Nunca vi Passos Coelho tão seguro de si e determinado. Nem podia ser de outra maneira já que os números dão-lhe motivos para estar confiante. E o mais importante é que o actual primeiro-ministro não recolhe para si, nem para o governo os louros da vitória, preferindo aplaudir a capacidade de esforço dos portugueses. Outra coisa não seria de esperar de um chefe de governo que têm sido coerente com a sua linha política porque não é por acaso que hoje já só se fala em recuperação e a palavra crise vai ficando para trás. 

Na minha opinião Passos Coelho quis hoje no Pontal fazer um espécie de "vingança política" com todos aqueles que duvidaram das suas capacidades para enfrentar uma das piores crises de sempre em Portugal. Também não é por acaso que a partir de agora o discurso contra o PS vai ser cada vez mais cerrado.

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