domingo, 3 de agosto de 2014

Ganhar para depois destruir

Sempre que o Benfica ganha o campeonato no ano seguinte há uma completa destruição da equipa. Os casos mais notórios foram nas temporadas seguintes a 93/94 e 2004/2005. Após o título de 2009/2010 houve uma moderação por parte da direcção do Benfica em relação às vendas.

O que está acontecer este ano à equipa que conquistou a tripleta em termos nacionais era de esperar. Não só porque no defeso 2013-2014 não houve saídas de maior, mas porque depois das vitórias era provável que os jogadores não tivessem motivação suficiente para continuar de águia ao peito. Não foram embora só os bons, mas também os maus. Óscar Cardozo vai sair do Benfica por 6 milhões quando na temporada transacta poderia ter ido embora por um valor a dobrar. 

É um facto que o Benfica tinha de vender, o problema é que a sangria verificada foi uma exigência de alguns jogadores para não ficarem contrariados no Estádio da Luz. Sendo assim, podemos concluir que hoje mais do que os empresários são os jogadores que mandam no seu destino. Infelizmente, os clubes também já não têm capacidade para responder às ambições dos atletas porque são confrontados com esta vontade. Cada vez menos as administrações conseguem defender os seus interesses uma vez que quem manda nos seus destinos é quem está dentro do relvado.

Por este factor o Benfica arrasador em 2013-2014 está parcialmente destruído. Para ficar completamente basta sair Enzo Pérez e Nicolas Gaitan.

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