quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Coragem Francisco

Confesso que fiquei estupefacto com as notícias sobre a possibilidade de Francisco I poder renunciar ao cargo que ocupa por motivos de saúde. O Papa admite mesmo que só lhe restam mais dois ou três anos de vida. A atitude de Georgio Bergoglio em relação à sua continuidade não é de espantar, mas o facto de ter admitido em público que está gravemente doente é um acto de coragem. Acho que nenhuma figura pública, muito menos o Papa, tinham coragem para anunciar ao mundo aquilo que normalmente é escondido. 

É bom recordar que a saída de Bento XVI foi entendida como uma forma de se proteger face a uma eventual doença. Até hoje não se conhece nada em relação a Joseph Ratzinger. Na minha opinião Francisco I fez bem em divulgar a sua intenção de não continuar no cargo bem como o seu estado de saúde. Sendo o Papa um homem que gere paixões e com fieis em todo o mundo, a verdade sobre as razões da abdicação têm de ser conhecidas publicamente. A atitude revelada pelo actual Papa mostra que o seu curto mandato foi feito com verdade e não teve outras intenções para além daquelas que foram sendo conhecidas durante este ano e meio. Não sabemos quando Francisco I vai sair, mas certamente o fará pela porta grande. Agora resta ter coragem para combater a doença. 

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