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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Caça ao eleitor não socialista

Acho uma vergonha as candidaturas às primárias do Partido Socialista estarem a recolher "apoiantes" em bancas instaladas um pouco por todo o país. Na Nazaré, a candidatura de António José Seguro chegou ao ponto de colocar um ponto de assinaturas junto à praia. Ora, o PS não precisa de angariar "clientes" porque é um grande partido, pelo que muitas pessoas que não são socialistas vão ter interesse em participar neste eleitoral, até porque também é a primeira vez que se realizam eleições deste género no nosso país. 

Na minha opinião com esta propaganda o PS dá uma que é um pequeno partido e necessita de recolher assinaturas como estivesse no início da sua formação política. O pior de tudo é que muitos destes novos apoiantes nem sequer deverão saber onde votar no dia 28 de Setembro, ao invés, aqueles que se registaram pela internet estão mais informados e preparados. Estas eleições tornaram-se numa corrida a dois para uma qualquer associação académica em que os candidatos necessitam de garantir o maior número de votos antes do acto eleitoral. O raciocínio é lógico: se a banca do Seguro conseguiu 300 assinaturas e a de Costa 150, então os votantes no actual secretário-geral serão mais. Sim, porque na hora de dar o nome também deve vir garantido o voto. Pelo menos de forma apalavrada. 

As eleições primárias já foram marcadas por falta de ética e agora estão a resvalar para o amadorismo. Aposto que, tanto Seguro como Costa, ainda nos vão surpreender neste mês e meio para o acto eleitoral. 

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