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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A união das Coreias pode ser uma realidade


Todos pensam que é extremamente complicado alcançar a paz duradoura e efectiva relativamente ao conflito israelo-palestiniano. As razões para esta dificuldade são históricas, raciais e políticas. Só quando estas três vertentes estiverem resolvidas é que poderemos cantar vitória. No entanto, ninguém vai poder dizer que foi o responsável por acabar um conflito que tem décadas. 

Um outro conflito que tem perdurado é o que opõe a Coreia do Norte e Coreia do Sul. Contudo, este é mais fácil de ser resolvido porque não tem a questão étnica metida ao barulho. Ora, a história faz questão de levar os problemas para detrás das costas e só mesmo a política é que está cá ser um entrave ao bom entendimento. É normal que seja difícil lidar com o regime de Pyongyang porque estamos perante uma ditadura. Ao contrário do que acontece no Médio-Oriente, as motivações dos norte-coreanos são diferentes dos israelitas e palestinianos. Posto isto, é possível alcançar a paz na península da Coreia entre o Norte e o Sul num breve prazo. No entanto, isso só será uma realidade caso os Estados Unidos da América não se metam ao barulho. Ou seja, Seul tem de actuar sozinha e não através de indicações por parte de Washington. Na minha opinião só assim se consegue ter paz naquela zona do globo. 

Na maior parte das vezes os conflitos armados podem ter solução se houver interesse das duas partes em cooperar conjuntamente. Penso que será essa a vontade dos responsáveis norte e sul coreanos, até porque quem fica a ganhar com isso é a própria região. Em termos económicos a Coreia seria uma zona rica e no qual os investidores teriam interesse deslocar as suas empresas. Também no aspecto político os dois países unidos (e não fundidos num só) poderiam ser uma voz mais activa na zona, deixando a China sozinha e sem parceiros estratégicos. 

Nos próximos tempos poderemos vir a assistir a uma mudança na península da Coreia. Em meu entendimento é preciso maior abertura por parte de Pyongyang e menos dependência de Seul em relação a Washington. Por esta razão, o Norte ainda não aceitou bem a amizade com o Sul. 

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