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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

À americana

A notícia da melhoria dos médicos norte-americanos que tinham sido infectados com o ébola oferece esperança aos milhares de africanos que ainda se mantêm vivos. No entanto, a forma como os americanos festejaram o feito parecia saído de um filme em Hollywood. Muitas pessoas a darem vivas, a comunicação social em peso, e o mais caricato foi o facto do médico também ter usado a palavra. Ora, isto não devia ter sido feito de forma discreta, como aconteceu com a outra voluntária?

Poder podia, mas assim não foi porque os norte-americanos gostam de mostrar estes momentos como se fossem uma festa nacional e internacional. Ninguém consegue tratar deste fenómenos com discrição e sem grande alarido. Bastava dar a notícia e o mundo ficava mais sossegado. Contudo, só a palavra na primeira pessoa é que garantia a eficácia do tratamento. Felicito as entidades de saúde norte-americanas pelo feito que conseguiram e isso é o mais importante, mas para tudo ser perfeito só faltou a garrafa de champanhe, porque o resto estava lá tudo. 

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