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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Primárias laranjas para as presidenciais

O fim-de-semana que terminou revelou mais um candidato laranja à presidência da República. Pedro Santana Lopes deu uma entrevista ao Expresso em que mostrava disponibilidade para avançar a Belém e o Diário de Notícias acredita que o candidato favorito de Passos Coelho é o antigo primeiro-ministro que substituiu Durão Barroso na chefia do governo em 2004. Ora, o PSD como está no governo tem mais possibilidades de vencer as presidenciais e por isso é natural que haja mais pessoas com vontade de obter o apoio do partido. Apesar disto, considero que haverá um candidato da direita que vai avançar mesmo sem a vontade expressa dos sociais-democratas. Posto isto, nos próximos tempos vamos ouvir nomes de potenciais presidenciáveis como Marcelo Rebelo de Sousa, Santana Lopes, Durão Barroso e Rui Rio.

A direcção social-democrata deve estar hesitante entre apoiar Santana Lopes e Durão Barroso para Belém. O apoio ao segundo só será dado caso o primeiro decida não avançar. Isto é, o PSD vai esperar até à última por Durão e só depois irá bater à porta de Santana, sendo que este só segue em frente caso actue por detrás do partido. Sem a vontade e desejo de Passos Coelho, o actual provedor da misericórdia de Lisboa não vai a jogo porque sempre precisou da máquina partidária para obter resultados políticos. Desta vez não vai fugir à regra. Nos últimos surgiram notícias dando conta do desejo do CDS em apostar no antigo presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio. Esta seria uma boa forma dos centristas dividirem o PSD internamente bem como o seu eleitorado.

A única candidatura independente deverá ser a de Marcelo Rebelo de Sousa, mas que terá, obviamente, apoios por parte de figuras ligados ao PSD e à direita. No entanto, a intenção de Marcelo Rebelo de Sousa concorrer a Belém vai muito para além disto, porque precisa naturalmente de ter apoios financeiros e não só para fazer face às máquinas partidárias. A grande vantagem do comentador é ter um consenso muito forte na sociedade portuguesa. 

Embora o PSD ande preocupado para saber quem vai apoiar, o PS já tem esse problema resolvido porque António Guterres deverá ser o candidato apoiado pelo líder socialista. A dúvida está relacionada com o facto de saber quem vai ser o secretário-geral daqui por ano e meio, isto porque, quer António Costa ou António José Seguro vençam as primárias, caso percam as legislativas vão ter que dar lugar a outro. 

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