quinta-feira, 3 de julho de 2014

O LÍDER na Esquerda Europeia!


A chegada à Presidência da União Europeia, por parte de Matteo Renzi, como líder Italiano, abre um ciclo de esperança na social-democracia europeia. Um Líder na verdadeira acepção da palavra. Renzi já passou por todos os patamares políticos no seu percurso: Presidente da Província de Florença, Presidente da respectiva Câmara Municipal e desde 22 de Fevereiro do corrente ano, Primeiro-Ministro de Itália, o mais novo da história do país com 39 anos. 

No dia em que assumiu a Presidência do Conselho Europeu, Renzi fez um discurso perante os recém eleitos Eurodeputados que encheu de esperança a esquerda europeia, que ansiava há muito por um líder carismático, com ideias claras e acima de tudo que colocasse as pessoas como primeira prioridade política! 
O entusiasmo criado pelo Toscano, é proporcional à responsabilidade com que será visto por milhões de Europeus (e não só) durante o próximo semestre. O desafio aos líderes dos restantes estados-membros no intuito de mudarem a sua atitude quanto à concepção de identidade europeia, é a tónica política com que muitos actores políticos se debruçavam no seu pensamento íntimo mas que ninguém ousou afirmar, com esta clareza: 
As instituições Europeias só se credibilizam aos olhos dos cidadãos, se os países mudarem a sua filosofia e não procurarem na União Europeia apenas benefícios em causa própria. As alterações devem começar em cada estado membro, começando com simbolismos que podem parecer simples mas que de simplistas, nada têm, pois a política, para ser política deve e tem de ser feita (também) de simbolismos. O melhor exemplo é o uso de termos financeiros como"spread" sobrepor-se na agenda e nos discursos dos políticos europeus ao pleno emprego, ao capital humano, à aposta nas tecnologias, ao desenvolvimento sustentável e ao investimento na Cultura como área que promova riqueza e que não seja ostracizada e secundarizada. 
Quando acima referi de forma subtil que muitos não-europeus, certamente estarão atentos a este semestre, prende-se com as referências, pertinentes e dignas de um Humanista que se preze às situações que se vivem na Líbia e Nigéria, para referir as situações mais mediatizadas, exigindo da União Europeia uma posição firme. 
Como desejo pessoal, veiculo a vontade de a Europa voltar a ter povos unidos em torno de valores comuns, que ajudem todos os Estados-Membros a prosperar e a qualidade de vida das populações a melhorar substancialmente. Haja Esperança!

Texto de João Rocha

1 comentário:

Francisco Castelo Branco disse...

Bom texto

Ficarei atento ao facto de ele querer fazer renascer a "alma europeia".

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