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sexta-feira, 25 de julho de 2014

O conflito que nunca mais vai acabar

Há mais de vinte anos que Israel e Palestina têm andado de candeia às avessas, isto é, num permanente conflito militar que não tem mesmo fim à vista. Não vale a pena recuarmos na história e culpar aqueles que ocuparam terra vazia ou os que constantemente ameaçam retirar Israel do mapa. Normalmente nas guerras há os bons e os maus, mas nesta ou há só bons ou só maus. Na minha opinião todos são maus porque tanto o governo israelita como o Hamas pretendem unicamente retirar vidas inocentes. 

A única solução possível é a via diplomática, mas até essa já foi tentada por várias vezes e nunca resultou. Também neste campo não vale a pena forçar o entendimento e sentar na mesma mesa pessoas que se odeiam mutuamente. Quando falo em pessoas, estou naturalmente também a incluir organizações. No fundo, têm sido estas as principais responsáveis pela matança na Faixa de Gaza, porque os líderes, tanto do governo israelita como do Hamas, têm passado (alguns mortos) e a sangria continua.

Neste conflito era essencial um terceiro que pudesse resolver a situação. O problema é que essa via também foi tentada com os Estados Unidos e a Liga Árabe a tentarem um acordo. Sobre os EUA digo que a posição de Obama é a mesmíssima que teve George W.Bush. No entanto, o actual presidente é poupado a críticas enquanto o ex-chefe de Estado foi crucificado pela imprensa. Não se pode ter dois pesos e duas medidas. Neste campo apenas Bill Clinton, juntamente com o Rei Hussein da Jordânia, tentaram obter um acordo, mas na altura não havia Hamas. Contudo quem estava no poder na Palestina era Yasser Arafat, o mesmo é dizer que negociar com terroristas é difícil. 

Pelo exposto todas as situações não são passíveis de ser aplicadas. Que fazer? Continuar com a guerra e dizimar, tanto o povo israelita como o palestiniano? Claro que isso não é solução.

O único problema aqui é que todos sabemos que o próximo cessar-fogo não será o último e nem mais um muro da vergonha resolve uma questão que tem a ver simplesmente com ódios que estão relacionados com a raça, cultura e religião. Se em outras partes do globo também há situações idênticas à de Gaza porque estamos a dar publicidade a uma questão que sabemos não ter resolução?

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