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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Nem mais um euro nos bancos portugueses

O caso do BES é mais um escândalo que envolve um banco nacional e que terá o final provável: quem vai pagar a porcaria que alguns senhores andaram a fazer somos nós, os contribuintes. Era interessante fazer um estudo com o intuito de saber quanto pagaríamos caso uma empresa fosse à falência. Depois do BPP e do BPN, eis que surge mais uma situação de emergência nacional que é, ao mesmo tempo, também um problema de justiça. E como todos mega casos de justiça que temos em Portugal ninguém vai para a cadeia e quem paga é o contribuinte. Posto isto, não é de espantar que as pessoas comecem a ficar fartas do conluio e das influências que existe entre o poder político, finanças e a justiça. Isto é tudo uma brincadeira. 

É impressionante verificar que com os bancos estrangeiros presentes em Portugal, Barclays, Santander e outros, no pasa nada, como diriam os espanhóis. Porque será que as nossas instituições bancárias têm estes problemas? A responsabilidade será dos gestores ou da supervisão? É claro que as duas partes têm culpa no cartório porque os primeiros só podem fazer porcaria se os segundos deixarem. Caso existissem regras apertadas e fiscalização competente muitos problemas deixariam de ser uma realidade. 

Não sei o que vai acontecer ao BES nem aos seus depósitos, mas tenho a convicção que estamos a assistir à morte lenta dos bancos nacionais, uma vez que perante estes escândalos, as pessoas vão deixar de colocar o seu dinheiro em instituições portuguesas. Os estrangeiros, em particular os espanhóis, agradecem. 

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