segunda-feira, 14 de julho de 2014

História dos Mundiais - Brasil 2014



171 golos. Este é o número de golos marcados ao longo de toda a competição, o que faz com que o mundial do Brasil tenha igualado o França 1998 e tornar-se no evento com mais golos na história. Faltou um para que a competição jogado em terras brasileiras fosse o melhor de sempre em termos de golo. No entanto, o evento que acaba de terminar foi um verdadeiro espectáculo.

A expectativa em torno do torneio era enorme porque meses antes da abertura houve vários índices negativas que comprometiam o espectáculo, como era o caso do atraso nas obras em alguns estádios e as manifestações anti-copa que chegaram a acontecer até ao dia do jogo inaugural. Contudo, com a chegada dos jogos tudo isso foi esquecido e os 200 milhões de brasileiros estiveram ao lado da sua selecção que tentava o hexa. O problema é que a história jogava contra a canarinha porque 64 anos antes o Brasil havia perdido a sua primeira copa. Em 2014 a selecção da casa chegou às meias-finais, mas foi goleada pela Alemanha nas meias-finais por 7-1, ficando novamente ensombrada a participação da canarinha em sua própria casa. 

Este Mundial ficou marcado por dois acontecimentos: as condições climatéricas e o ascendente das equipas americanas sobre as europeias. Na primeira fase ficaram equipas como Portugal, Espanha (campeã em título), Inglaterra, Itália e Rússia, sendo que elas foram substituídas por EUA, Chile, Costa Rica e Uruguai e a Argélia. Ora, foram menos seis selecções do Velho Continente que não passaram aos Oitavos-de-final. 

Talvez as condições do clima expliquem esta mudança, mas a verdade é que as selecções americanas saíram do Brasil com um salto qualitativo muito grande, prometendo melhores participações no futuro bem como uma maior visibilidade da sua competição interna. 

Outros pormenores marcaram este mundial como foi o caso do sistema táctico com três defesas. Muitas selecções adoptaram esta estrutura para obter bons resultados. Marcaram-se grandes golos, mas também foi o Mundial onde vários guarda-redes mereceram menções honrosas. 

O campeonato do Mundo ficou também marcado pela genialidade de vários jogadores que, sozinhos, decidiram jogos. Muitos falam no colectivo alemão, mas ninguém pode tirar o mérito a Muller, Klose, Ozil e Toni Kroos. Sem eles, a Mannschaft seria mais fraca e provavelmente não tinha ganho o campeonato do Mundo. Isto notou-se a partir dos oitavos-de-final em várias selecções, como foi o caso da Colômbia muito dependente de James Rodríguez e da Holanda liderada por Arjen Robben. A equipa da casa também confirmou que necessita dos rasgos de Neymar como do pão para a boca. 

A final foi disputada pela terceira vez entre Alemanha e Argentina, cabendo a vitória aos europeus. O que aconteceu pela primeira vez em torneios disputados em todo o continente americano.

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