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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Estado da Nação e do PS

Fazemos uma pausa no Mundial para abordarmos o debate do Estado da Nação que teve lugar hoje na Assembleia da República. Pedro Passos Coelho e António José Seguro tiveram mais um confronto político (o último antes do verão), com o primeiro no seu habitual discurso de defesa das suas políticas e o segundo mantendo o ataque política na mesma toada dos últimos tempos. Numa coisa os principais intérpretes da nossa política têm em comum: não mudam o estilo. É verdade que Seguro foi resvalando para o populismo fácil quando percebeu que o governo não se iria aguentar. No entanto, a coligação não só se manteve como ficou reforçada com a mudança de alguns ministros, e pasme-se, com a subida de Paulo Portas a número 2. 


O governo entrou para o último debate parlamentar a ganhar por causa da divulgação dos números do desemprego. Este indicador baixou para 14,3% no último mês, recorde-se que em 2011, no início do resgate, o número era de 17,3%. Ou seja, este executivo tem feito um esforço incrível na recuperação de empregos com incidência sobre os jovens desempregados. Ora, se estes valores continuarem a diminuir, as sondagens também podem inverter, mas isso só será feito à custa de políticas económicas. Não tenho a mínima dúvida que os portugueses saberão reconhecer o esforços feitos por parte deste executivo.

Mais do que avaliar o governo também é necessário fazer um debate acerca do estado da oposição. Esse divergência interna já está a ser realizada há muito, sendo que no dia 28 de Setembro haverá as primeiras eleições primárias "à americana" num partido político em Portugal. Também já todos percebemos que com Seguro o PS não vai lá, mas ainda não sabemos se com António Costa o país pode ter confiança. Isso vai ser difícil de acontecer se o actual presidente da Câmara de Lisboa continuar a exercer funções camarárias depois de ganhar as eleições internas. Acho que Costa faz mal se ficar nos dois cargos e isso será outra coisa que o país não vai aceitar. O problema do PS não é de liderança, mas ideológica. No entanto, esse é um debate que os socialistas terão de ter durante a campanha, o problema é que não será isso que se vai discutir. 

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