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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Crise ideológica e uma questão de egos

Não sei o que se passa na Esquerda portuguesa, mas esta atravessa uma das fases mais complicadas da sua história enquanto força importante e consolidada na democracia portuguesa. Primeiro é o PS a estar em pé de guerra todos os dias em vez de se concentrar no combate ao governo. Agora é o BE que quer ser mais LIVRE, embora este ainda não tenha a força para substituir o partido fundado no princípio do século XXI. 

E o pior é o facto desta confusão instalado nos partidos da esquerda ter começado numa altura em que a Direita é contestada sob as mais diversas formas e feitios. Na rua, no parlamento e um pouco por toda a Europa. Sempre disse e volto a reafirmar que a crise da Esquerda, sobretudo a portuguesa, está relacionada com a falta de identificação ideológica e de argumentos válidos para defesa dessa mesma ideologia. 

Uma coisa é certa: há muitos valores que pertencem à esquerda portuguesa que estão a abandonar o PS e o BE. Este é um sinal preocupante porque confirma a crise ideológica, mas ao mesmo tempo parece que se trata apenas de uma questão de egos já que esta é outra característica predominante quando se sente o poder ali mesmo à mãozinha. Mas que raio, se tanto o PS como o BE querem o poder, porque razão não se conseguem coligar quando já o têm na mão?

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