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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Bloco em vias de extinção

Tal como está a acontecer com o PS, o Bloco de Esquerda também deveria abrir um processo eleitoral. Não com primárias já que os bloquistas não têm esse espírito de abertura, mas talvez numa reunião da direcção para tentar encontrar uma solução que salve o partido nas próximas legislativas. 
Com uma direcção bicéfala que não resulta, ex-militantes com peso dentro da organização a se irem embora e com simpatizantes do partido a insultarem-se nos jornais é provável que a aventura iniciada em 1999 esteja perto do fim. É possível que depois da extinção deste pequeno partido que já foi médio a esquerda mais radical encontre um espaço para desenvolver as suas ideias políticas e até quiça, com os mesmos rostos. É impressionante como um projecto que se afigurava sólido neste momento sobrevive apenas pela sua exposição parlamentar.

De facto, a saída de Francisco Louçã da liderança do partido acabou por ser o golpe fatal porque as suas intervenções na comunicação social têm mais visibilidade do que as ideias apresentadas pelos membros da direcção e do grupo parlamentar. 

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