quinta-feira, 31 de julho de 2014

A política não é para brincar às revoluções

O PND-Madeira decidiu passar à clandestinidade revolucionária pelo facto de um tribunal local ter aplicado uma multa a vários dirigentes na sequência de uma invasão às instalações do Jornal da Madeira. Numa declaração aos jornalistas, os membros do PND apareceram encapuzados e com mensagens da ETA. 

A política não é uma brincadeira nem pode ser levado a extremos. Neste caso, estamos perante a primeira situação porque ninguém vai ter medo de uma eventual revolução por parte da organização. A minha dúvida é saber como vai o deputado do PND entrar no parlamento da Madeira.....

Se o Tribunal Constitucional está sempre a estas questões ao não permitir a legalização de partidos com ideologia fascista, deveria ter atenção a estes casos. Não pela ameaça que representam, mas pela substância que, de política, não tem nada. Partidos que passam a vida a defender coisas que são impossíveis ou que gostam de entreter o público, em particular nas campanhas eleitorais, deviam ser alvo de uma atenção especial por quem tem responsabilidade de aceitar a inscrição de uma nova força partidária, até porque há leis que são para cumprir. 

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