sábado, 28 de junho de 2014

O Mundial do Brasil é para craque

O mundial do Brasil tem sido marcado pela aparição das principais figuras das selecções. Num campeonato do mundo onde se marcaram muitos golos é normal que alguns jogadores chamem a si a responsabilidade de decidir as partidas. No entanto, há jogadores que estão nos lances decisivos, mas também criam a própria jogada e outros têm sido protagonistas apenas e só pela participação colectiva. Até ao momento Neymar, Messi e Arjen Robben são os três mosqueteiros do Mundial. Podemos acrescentar Hector Herrera como sendo o D´Artagnan do quarteto imaginado por Alexandre Dumas. Na minha opinião estes quatro jogadores têm sido revelação por aquilo que fizeram individualmente. É claro que ainda há Robin Van Persie, mas os pontas-de-lança têm de ser analisados num planeta futebolístico à parte, pela simples razão que as suas obras de arte merecem um destaque especial. Em termos colectivos Eden Hazard da Bélgica tem estado muito bem e vai ser um elemento precioso na fase que hoje começa. 

Tem havido mais situações individuais do que colectiva. Ou seja, os talentos têm-se destacado mais do que as organizações colectivas porque há mais jogadas individuais do que trocas de bola colectivas que lhes garante poder ofensivo. Há uma ligeira vantagem da primeira situação em relação à segunda. 

Tendo em conta que nos aproximamos de uma fase em que quem ganhar segue em frente, podemos vir a assistir a alguma cautela por parte das equipas, o que é natural. No entanto, acho que as selecções já estão embaladas num espírito de futebol positivo e não vão mudar o chip. 

O México 86 foi o mundial onde as grandes estrelas também se destacaram. Falamos de Lineker, Platini, Scifo, Rummenige, Butragueño, Francescoli e claro está, do mega-astro argentino Diego Armando Maradona. 28 anos depois estamos a assistir a um mundial cujos protagonistas são os craques e não as próprias selecções. Na minha opinião ainda bem que isso acontece porque é por eles (craques) que pagamos bilhetes e perdemos horas frente à televisão durante meio verão. 

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