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terça-feira, 3 de junho de 2014

O conservadorismo de (algum) PSOE

Como preâmbulo quero salientar, que admiro o papel desempenhado pelo Rei Juan Carlos em Espanha, nomeadamente na fase da transição democrática e na implementação e consolidação de um sistema monarquia parlamentar, tal como na entrada, em simultâneo com Portugal no espectro político europeu. Orgulho-me ainda como munícipe de Cascais, que Juan Carlos tenha passado muitos anos da sua vida no nosso concelho e mantenha a ligação emocional ao munícipio. Cascais e o Estoril eternizaram-se no turismo internacional, pelos muitos monarcas que cá se exilaram e jamais podemos desvalorizar esse património histórico.
Considero ainda que o príncipe das Astúrias Felipe de Bourbon é um homem inteligente, perspicaz e que tem tido a coragem de romper com alguns dogmas existentes na Monarquia mas de forma muito directa, simples e pragmático: Defendo um referendo em Espanha e espero que nesse referendo a opção pela República saia vencedora! Não compreendo que haja uma esquerda espanhola, que seja defensora de direitos herdados, ignorando completamente os milhões de cidadãos espanhóis, ansiosos por exprimir a sua opinião quanto a este tema. Foi essa mesma "esquerda" que levou o PSOE a uma derrota nas últimas eleições europeias, que teve como consequência a convocação de eleições para líder do maior partido da esquerda espanhola. No entanto, a posição veiculada por Alfredo Pérez Rubalcaba, o ainda Secretário-Geral do PSOE compromete o partido e afasta-o da luta concertada dos outros partidos de esquerda e sobretudo da JSE, que sempre se bateu pela República Espanhola. Aos meus camaradas da JSE, deixo uma mensagem de força e esperança. A República e os seus valores estão cada vez mais perto de chegar a Espanha!

Texto de João Rocha

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