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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Duas nações, dois velhos amigos

O presidente norte-americano, Barack Obama, teve ontem um gesto importante. Na reunião do G7 que se realiza em Bruxelas apareceu ao lado de David Cameron, primeiro-ministro britânico. 

Há muito tempo que os EUA não são vistos ao lado do Reino Unido. Que me lembre deve ter sido a primeira vez que Obama mostrou publicamente a sua admiração pelo aliado de sempre. Não sei se as diferenças ideológicas, Obama é mais de esquerda, enquanto Cameron é um conservador puro; são motivo para os dois países não seguirem o mesmo caminho. Nos últimas crises políticas temos visto o EUA sozinho, como que a decidir por si os destinos do mundo. Quem não se lembra da famosa união entre Blair e Bush que levou à guerra no Iraque. 

O Reino Unido tem estado ausente do combate internacional por motivos internos. Desde muito cedo que David Cameron procurou orientar o seu exercício: agitar a União Europeia e fechar as tradições e costumes britânicos. No fundo, o que Cameron pretende é que o Reino Unido navegue sozinho sem o apoio dos seus parceiros europeus, porque isso é o que a maioria da população quer. Sempre foi assim. 

Acho que Obama deu um sinal de abertura, como tem sido costume, ao aconselhar o Reino Unido a se manter na UE. Com isso a Europa, mas também os Estados Unidos ficarão mais fortes. Na opinião do líder norte-americano qualquer outra decisão será precipitada e prejudicial para os britânicos. É natural que os EUA sozinhos não consigam resolver a crise ucraniana, o conflito na Síria, a questão nuclear iraniana e o conflito no médio-oriente. Em todas estes assuntos de natureza internacional, EUA e Reino Unido têm tido posições isoladas. Assim não pode ser porque a velha aliança anglo-saxónica sempre foi uma das mais tradicionais e sucedidas ao longo da história. 

Na minha opinião David Cameron deve reflectir sobre os assuntos internos do país. Mais não seja ouvir os bons conselhos. O primeiro-ministro britânico vai-se arrepender de ter dado um passo maior do que a perna. No entanto, pode ser que tanto os escoceses, como os britânicos lhe façam ver que o actual chefe de governo esteve profundamente errado durante este período. 

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