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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Vencedores e vencidos após três anos de austeridade

Desenho de Dusan Reljic

Estamos a dois dias do final da presença da troika em Portugal. No dia 17 de Maio, três anos depois do início do resgate, os técnicos do FMI, Comissão Europeia e BCE jamais voltarão a colocar os pés em Portugal, o que significa a recuperação da soberania financeira de Lisboa. 

Durante este período houve altos e baixos, mas o cumprimento do programa nunca teve em causa. A oposição chegou a falar de segundo resgate e eleições antecipadas, rejeitando desta forma a sua própria assinatura no memorando, e é natural que saia por baixo depois de três anos de esforço. Seguro não só colocou em causa a estabilidade política como todo o trabalho colectivo que foi feito. E não falo apenas do dinheiro que as pessoas perderam ou entregaram ao Estado por causa dos impostos. 

Em termos políticos Passos Coelho e Cavaco Silva saíram vitoriosos perante o líder do PS. O primeiro porque sempre acreditou que iria cumprir o programa, mesmo com as facadas dadas por Paulo Portas, e o segundo porque na crise de Julho do ano passado decidiu manter Passos Coelho no governo, isto apesar das facadas de Paulo Portas. Quem ficou contente com a atitude "irrevogável" do líder centrista foi Seguro, que viu ali a sua grande oportunidade para conquistar o poder. No entanto, Passos Coelho foi melhor porque não abandonou o barco nem deixou Portas sair e Cavaco mostrou um cartão encarnado ao secretário-geral socialista, faltando apenas saber de que cor será o cartão que os portugueses irão mostrar daqui a um ano. 

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