segunda-feira, 5 de maio de 2014

Um país diferente

O governo anunciou ontem uma saída limpa do programa da troika. Vitória ou não, a verdade é que o executivo cumpriu aquilo a que se tinha proposto há três anos. 

Na mensagem de ontem, o Primeiro-Ministro não fez nenhuma campanha eleitoral ao reclamar para si os louros da conquista. Aliás, esta fotografia mostra bem a união de todo o executivo em torno de um objectivo. O homem que juntou o executivo para dizer ao país que "cumpriu" foi o mesmo que em Julho 2013 disse "não me demito, não abandono o meu país" e "não vou aceitar o pedido de demissão de outros". 

Tudo tem uma lógica, e neste caso, aquele que acreditou sempre na sua capacidade, foi o mesmo que nunca desistiu. E há um ano atrás Portugal caminhava para o segundo resgate, iria haver dezenas de mortos nas manifestações e até uma revolução militar estaria a ser pensada. Já nem falo da oposição socialista que foi um descalabro durante este tempo todo, ou não tivesse o PS assinado o memorando que foi cumprido pelo PSD e CDS. Os socialistas criticavam a sua própria assinatura ao mesmo tempo que ameaçavam o governo "caso Portugal não consiga sair limpo". Verdade seja dita que Seguro esteve muito bem ontem quando afirmou que a saída limpa era uma boa notícia para o país, porque isso vai evitar mais austeridade. 

A partir deste momento, a oposição tem todas as razões para criticar o executivo se este insistir com mais austeridade, porque neste momento, são as ideias políticas e crenças ideológicas do governo que vão funcionar e não a ditadura imposta pela troika. 

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