domingo, 25 de maio de 2014

O meu voto na Aliança Portugal

Hoje votei na Aliança Portugal, coligação de Direita e que inclui os partidos do CDS-PP e PSD. Embora esta coligação seja apoiada por um governo que tem sido contestado desde o dia que tomou posse achei que deveria premiar o executivo por ter cumprido com o programa de assistência e financeira. 

Em nenhum momento vi, quer o PSD ou o CDS a fazerem críticas a um programa que foi imposto a Portugal por causa do PS. Ao contrário do que aconteceu com os socialistas a direita não criticou nem teve posições contra a sua assinatura. Por outro lado, acho que os deputados centristas e sociais-democratas têm feito um bom trabalho no Parlamento Europeu. É para isso que servem as eleições europeias. 

Embora tenha criticado o excesso de austeridade imposto por este governo, sou daqueles que acredita que não havia outra solução e o executivo foi obrigado a cumprir o programa, porque senão o fizesse o país iria pagar muito mais. E também tenho a certeza que a linha política do PS era a mesma, não obstante as promessas constantes do seu líder António José Seguro, que durante estes três anos não apresentou um único caminho alternativa, ao contrário do que foi o discurso do PCP e do BE. O PS nunca disse se o caminho era pagar a dívida ou renegociá-la. 

A Aliança Portugal dificilmente vence estas eleições, no entanto, a diferença percentual para o PS não será muito grande, sendo que os socialistas deverão ter apenas mais dois deputados do que a coligação encabeçada por Paulo Rangel e tem Nuno Melo como número 2. A questão é saber se os socialistas levam 10 ou 9 deputados, porque há o risco de perderem um para Marinho Pinto. Esse será o grande vencedor da noite eleitoral caso seja eleito.

É verdade que Seguro vai conseguir a sua segunda vitória eleitoral sobre Passos Coelho e que parte em vantagem para as legislativas 2015. Apesar das recentes derrotas, penso que daqui a um ano e meio tudo será diferente, até porque os portugueses não querem correr o risco de dar uma vitória sem maioria absoluta ao PS. Isso são contas de outro rosário e que vão ser objecto de análise já a partir de amanhã. 

Sobre as europeias só mais uma nota: Caso a composição do parlamento europeu seja substancialmente diferente do que aquilo que se está à espera, vai haver mudanças na Europa mas também nos Estados-Membros. 

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