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quinta-feira, 29 de maio de 2014

O imbróglio em que Sócrates meteu o PS

A candidatura de António Costa à liderança do PS vai criar mais uma imbróglio político, mas desta vez quem será atingido é o PS.

Se Costa tentar o Largo do Rato, terá de haver eleições antecipadas na Câmara Municipal de Lisboa. A lei não obriga a isso, mas da mesma forma que Carmona Rodrigues teve de ir a votos depois de Santana Lopes sair para primeiro-ministro, o mesmo príncípio vai aplicar-se ao PS. Ora, se Costa não vencer o Largo do Rato e o PS perder a CML, o partido socialista fica sem argumentos políticos para combater a direita. Com isto, as sondagens irão favorecer a maioria que continua calma no seu lugar a assistir a tudo isto. 

Acho que mesmo vencendo a corrida à liderança do PS, António Costa tem pouco tem pouco tempo para vencer o governo. O possível congresso e as directas só se realizarão perto do final do ano quando o governo já tem outras condições para pensar numa vitória eleitoral. Nessa altura as pressões para as legislativas realizarem-se o mais depressa possível vão surgir da parte do PSD e CDS. 

Acho que o principal problema do PS é o seu líder. No entanto, as pessoas não esqueceram que foi o partido socialista o principal responsável pela chegada da troika, embora não tenha aplicado a dose excessiva de austeridade. No fundo, os portugueses penalizaram o governo, mas também o executivo socialista que liderou o país de 2005 a 2011 e do qual António Costa fez parte. Na minha opinião, um ponto que joga contra António Costa é o facto de ser visto como o número 2 de Sócrates. Isso pode ser bom para consumo interno, mas mau quando o eleitorado a conquistar é o país. 

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