segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ninguém ganhou, todos perderam

Na noite eleitoral de ontem só houve dois vencedores: o PCP e o partido da Terra que elegeu Marinho Pinto para o Parlamento europeu. De resto, PS, Aliança Portugal e o BE saíram destas eleições com a certeza que vão ter de trabalhar muito para conquistar os seus objectivos daqui a um ano e meio.

No entanto, o único partido que não percebeu a insignificância do seu resultado foi o PS. Por muito que "por um voto se ganha, por um se perde", os socialistas não podem festejar este resultado. É o mesmo que uma equipa grande não vença o campeonato e festeje a conquista de uma taça. Como se viu após a noite eleitoral, alguns militantes socialistas não estavam muito satisfeitos com os 31‰. O que não compreendo é a forma como António José Seguro se deu ao luxo de dar por garantida a vitória nas legislativas. 

Se nestas condições o PS não consegue alcançar uma vitória esmagadora, duvido que o consiga fazer quando houver melhores indicadores económicos. Não estou a dizer que a maioria de direita pode voltar a conquistar o poder de forma absoluta, mas acho que os portugueses não querem o PS no poder. Pelo menos de forma isolada. 

Uma nota para o PCP. Os comunistas entraram nesta campanha com uma ideia e foram premiados pela vantagem de apresentarem um programa para a Europa. O seu cabeça-de-lista, João Ferreira, é promissor e não tem aquele discurso do passado. Por seu lado, Marinho Pinto utilizou estas europeias para tentar chegar ao seu grande objectivo que são as legislativas. No fundo, fazer barulho dentro da Assembleia da República.

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