quinta-feira, 8 de maio de 2014

Moscovo apoia presidenciais ucranianas

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem sido muito criticado por supostamente apoiar os separatistas que tomaram controlo da maior parte das cidades do leste ucraniano. Para espanto de muitos, mas não todos, o chefe de Estado russo mostrou a sua satisfação pela realização das eleições presidenciais no próximo dia 25, mas anunciou a retirada das tropas na fronteira ucraniana.

Na minha opinião a atitude de Putin é a mais correcta e serve para pressionar Kiev a fazer o mesmo. Ou seja, a Rússia está a dar uma oportunidade ao novo governo ucraniano de recorrer à via diplomática para resolver a questão no leste do país, porque se intervir militarmente poderemos estar num conflito sem fim à vista. Moscovo confirmou que não pretende ficar com Ucrânia quando essa era a principal opinião da maioria dos analistas internacionais. É muito fácil apontar o dedo e acusar alguém com base em especulações, mas o mais difícil é provar, pelo que a nova tomada de posição por parte do Presidente Putin só surpreende os que pretendem diminuir a influência de Moscovo na região, como é o caso da União Europeia e dos Estados Unidos. Em meu entender, tanto Washington como Bruxelas têm tido um comportamento miserável ao dar o apoio a Yartseniuk, mas eu não vou repetir aquilo que disse. 

O futuro do país depende do resultado das presidenciais que se realizam no mesmo dia das eleições europeias. Só um novo Presidente, talvez seja Yulia Tymoschenko, é que pode resolver a crise no leste do país, sendo que terá obrigatoriamente de contar com Moscovo. 

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